

- Oi.
- Oi?
- Oi.
- É comigo? (parecia espantado)
- Sim sou você. (disse apertando a própria mão)
- Eu?
- Sim, eu.
- Mas eu ou você, -disse soltando a própria mão.
- Você é louco.
- Não sei você é? - e mirava-o olhando por cima
- Você está bem.
- Não sei dizer - com olhar longínquo.
- Ah. - disse desapontado com desastroso olhar de interrogação.
- Estamos muito bem hoje, não acha?
- Eu?
- Sim, nós.
- Escute aqui- bravejou enquanto olhava aturdido à sua volta.
- Calma, calma...Você sabe que não somos descontrolados.
- Ora fale por você homem, sem essa de falar pelos outros. Escute aqui, que tipo de maluco é você.?
- Você oras!- com ar de deboche.
O outro parecia ter perdido o tino, sentou-se abraçando o joelho.
Passou-se um momento de silêncio ensurdecedor.
- E agora o que foi?
- Hã?
- O que foi? Desisitiu.
- Ai meu Deus! -desabafou incrédulo, diante da postura insistente do outro.
- E agora somos religiosos?
- Homem, desapareça por favor.
- Mas como? Agora somos fumaça ?
Parecia ter encontrado coragem que morava dentro da sua falta de paciência e levantou-se.
- Mas me diga porque diabos você está a perseguir-me?
- Como posso perserguir-lhe, eu não estou, eu sou parte única sua.
- Como assim?
- Mas de novo? Não reconhece-me?
- De novo o que? Nunca lhe vi mais inoportúno.
- A mesma pergunta!
- Olha não sei quem é mais maluco, eu ou você.
- Então somos.
- HAHAHAHAHA - gargalhou,com um ar meio louco.
- O que foi agora?
- Estou entendendo tudo... Que brincadeira mais desagradável para um estranho! Vem cá, de onde nos conhecemos, se é que nos conhecemos.
- É pelo visto você deve ter perdido a memória, é, é grave,pois perdeu as próprias referências.
- Ah sim, um momento lúcido nessa conversa longa e sem fundamento. De onde é que nós conhecemos?
- Vejamos... De agora.
- Hã?
- Agora. É dificíl para você compreender-me.
- Você é daqueles tipos lunáticos que fazem amigos na rua, ou campanhas de abraços ou câmeras escondidas?
- Não. Isso seria de muito fácil compreensão e aceitação.
- Ah sim, e de onde nos conheceriamos então?
- Vejamos- e parou contemplando o ar.
- Nos conhecemos no momento em que você refletira sobre a sua vida, pouco tempo antes de premeditar sua morte.
- Você é um tipo de anjo ou espírito?
- Nossa homem, quantas vezes tenho de lhe dizer que somos, sei lá o que quer que eu seja. Mas somos.
- Mas... - e parou pensativo., desistindo dos próprios pensamentos que escureciam sua razão.
- Sou eu, você, nós. Você se encontrou .Você já não precisa mais pensar nessas coisas. O que foi, era, passado. E nós vamos seguir adiante. Olhe para mim. Vê ? Estamos aqui, bem e logo essa angústia passara. Passamos mesmo por essas coisas, e lembra como fomos fortes?
- Do que você está falando? - peguntou pensativo.
- Vamos lá, vamos sair encontrar nosso destino por aí. vá. Arruma sua camisa como a minha. E esses cabelos? Tenha só.
Levantou-se arfando, ajeitando os cabelos.
- Erga esse peito, vamos, bola pra frente.
- Vamos lá, levanta esse queixo. Sente-se melhor.
- Olha não sei. - disse desolado
- Como não sabe?
- Eu não lhe conheço e não sei como sabe essas coisas.
- Eu não soube eu as tenho.
- E por que de tudo isso ?
- Sei lá, eu precisava me encontrar, mostrar-lhe que ainda temos uam chance, homem. Jogue fora todas àquelas garrafas. Há uma linha muito tênue e tentadora entre a lucidez e a loucura.
- E por isso veio aqui me emportunar?
- Sim você precisava se encontrar, ou precisavamos, talvez, você mais do que eu.
- Vá embora! - disse sem olhá-lo.
- Vamos. Façamos um acordo.
- Não quero. Deixe-me em paz.
- Vamos , deixe de ser teimoso, não é todo os dias que nos encontramos. Pense positivo, alguém por aí, assim como eu, queria ser como você. Ela voltara assim que me ver junto à você.
- Não ela não voltará.
- Voltaras filho meu, assim que saber que estou de volta.
- Amas mais à você do que a mim que lhe doei grandes dádivas? Mas como ousa vir aqui e reduzir-me a nada.
- Sim.
- Vou matar-lhe maldito.
- De novo, me matou há algum tempo, e isso a afastou de ti, e de todos as pessoas de bem.
- Vai dê-me essa faca.Prometo que trarei-os de volta.
- Mas...- e sentiu-se competamente zonzo, largando a faca ao lado do corpo e a mão sangrava no moletom velho e sujo ao lado da garrafa de conhaque. Pensando ter entendido o que lhe aconteceria ali, indagou para seu próprio eu.
- Morremos então?
- De alguma maneira morremos, mas podemos voltar juntos, e eu trarei de volta ar aos seus pulmões e tino a suas loucuras.
Caiu de joelhos chorosos e desesperados. Parecia ter renascido e sentia seu corpo novamente. O nó na garganta do desespero, o coração saltava na garganta e não cabia mais no peito. Sentia-se grato pela vida que tem, como jamais sentira antes. E de um enorme estalo no canto da cabeça que doía tanto que cegava, mas não tanto como a tremenda escuridão que minutos antes predominava. Ele se rendeu e abraçou o terceiro com muito afeto e acalanto. Apagou...
Uma luz muito fina incindia próximo ao rosto e ele sentira tamanho maravilhamento pelo efeito arco-íris das primeiras luzes do sol. Sentia-se fraco e extremamente desajeitado. A mão, já não pingava mais sangue e sentia máximo êxtase em estar vivo.Sorriu abobado, feliz pela vida que lhe revelara ainda nesse instante. Abriu a porta e correu para o dia que nascera e chorou em frente a praça emocianado pelo cheiro puro do ar mesmo na poluição e ouvia cantar nítido e sonoro os pássaros em sinfonia, entre as buzinas, sirenes e gritos dentro da sua cabeça.
- Oi?
- Oi.
- É comigo? (parecia espantado)
- Sim sou você. (disse apertando a própria mão)
- Eu?
- Sim, eu.
- Mas eu ou você, -disse soltando a própria mão.
- Você é louco.
- Não sei você é? - e mirava-o olhando por cima
- Você está bem.
- Não sei dizer - com olhar longínquo.
- Ah. - disse desapontado com desastroso olhar de interrogação.
- Estamos muito bem hoje, não acha?
- Eu?
- Sim, nós.
- Escute aqui- bravejou enquanto olhava aturdido à sua volta.
- Calma, calma...Você sabe que não somos descontrolados.
- Ora fale por você homem, sem essa de falar pelos outros. Escute aqui, que tipo de maluco é você.?
- Você oras!- com ar de deboche.
O outro parecia ter perdido o tino, sentou-se abraçando o joelho.
Passou-se um momento de silêncio ensurdecedor.
- E agora o que foi?
- Hã?
- O que foi? Desisitiu.
- Ai meu Deus! -desabafou incrédulo, diante da postura insistente do outro.
- E agora somos religiosos?
- Homem, desapareça por favor.
- Mas como? Agora somos fumaça ?
Parecia ter encontrado coragem que morava dentro da sua falta de paciência e levantou-se.
- Mas me diga porque diabos você está a perseguir-me?
- Como posso perserguir-lhe, eu não estou, eu sou parte única sua.
- Como assim?
- Mas de novo? Não reconhece-me?
- De novo o que? Nunca lhe vi mais inoportúno.
- A mesma pergunta!
- Olha não sei quem é mais maluco, eu ou você.
- Então somos.
- HAHAHAHAHA - gargalhou,com um ar meio louco.
- O que foi agora?
- Estou entendendo tudo... Que brincadeira mais desagradável para um estranho! Vem cá, de onde nos conhecemos, se é que nos conhecemos.
- É pelo visto você deve ter perdido a memória, é, é grave,pois perdeu as próprias referências.
- Ah sim, um momento lúcido nessa conversa longa e sem fundamento. De onde é que nós conhecemos?
- Vejamos... De agora.
- Hã?
- Agora. É dificíl para você compreender-me.
- Você é daqueles tipos lunáticos que fazem amigos na rua, ou campanhas de abraços ou câmeras escondidas?
- Não. Isso seria de muito fácil compreensão e aceitação.
- Ah sim, e de onde nos conheceriamos então?
- Vejamos- e parou contemplando o ar.
- Nos conhecemos no momento em que você refletira sobre a sua vida, pouco tempo antes de premeditar sua morte.
- Você é um tipo de anjo ou espírito?
- Nossa homem, quantas vezes tenho de lhe dizer que somos, sei lá o que quer que eu seja. Mas somos.
- Mas... - e parou pensativo., desistindo dos próprios pensamentos que escureciam sua razão.
- Sou eu, você, nós. Você se encontrou .Você já não precisa mais pensar nessas coisas. O que foi, era, passado. E nós vamos seguir adiante. Olhe para mim. Vê ? Estamos aqui, bem e logo essa angústia passara. Passamos mesmo por essas coisas, e lembra como fomos fortes?
- Do que você está falando? - peguntou pensativo.
- Vamos lá, vamos sair encontrar nosso destino por aí. vá. Arruma sua camisa como a minha. E esses cabelos? Tenha só.
Levantou-se arfando, ajeitando os cabelos.
- Erga esse peito, vamos, bola pra frente.
- Vamos lá, levanta esse queixo. Sente-se melhor.
- Olha não sei. - disse desolado
- Como não sabe?
- Eu não lhe conheço e não sei como sabe essas coisas.
- Eu não soube eu as tenho.
- E por que de tudo isso ?
- Sei lá, eu precisava me encontrar, mostrar-lhe que ainda temos uam chance, homem. Jogue fora todas àquelas garrafas. Há uma linha muito tênue e tentadora entre a lucidez e a loucura.
- E por isso veio aqui me emportunar?
- Sim você precisava se encontrar, ou precisavamos, talvez, você mais do que eu.
- Vá embora! - disse sem olhá-lo.
- Vamos. Façamos um acordo.
- Não quero. Deixe-me em paz.
- Vamos , deixe de ser teimoso, não é todo os dias que nos encontramos. Pense positivo, alguém por aí, assim como eu, queria ser como você. Ela voltara assim que me ver junto à você.
- Não ela não voltará.
- Voltaras filho meu, assim que saber que estou de volta.
- Amas mais à você do que a mim que lhe doei grandes dádivas? Mas como ousa vir aqui e reduzir-me a nada.
- Sim.
- Vou matar-lhe maldito.
- De novo, me matou há algum tempo, e isso a afastou de ti, e de todos as pessoas de bem.
- Vai dê-me essa faca.Prometo que trarei-os de volta.
- Mas...- e sentiu-se competamente zonzo, largando a faca ao lado do corpo e a mão sangrava no moletom velho e sujo ao lado da garrafa de conhaque. Pensando ter entendido o que lhe aconteceria ali, indagou para seu próprio eu.
- Morremos então?
- De alguma maneira morremos, mas podemos voltar juntos, e eu trarei de volta ar aos seus pulmões e tino a suas loucuras.
Caiu de joelhos chorosos e desesperados. Parecia ter renascido e sentia seu corpo novamente. O nó na garganta do desespero, o coração saltava na garganta e não cabia mais no peito. Sentia-se grato pela vida que tem, como jamais sentira antes. E de um enorme estalo no canto da cabeça que doía tanto que cegava, mas não tanto como a tremenda escuridão que minutos antes predominava. Ele se rendeu e abraçou o terceiro com muito afeto e acalanto. Apagou...
Uma luz muito fina incindia próximo ao rosto e ele sentira tamanho maravilhamento pelo efeito arco-íris das primeiras luzes do sol. Sentia-se fraco e extremamente desajeitado. A mão, já não pingava mais sangue e sentia máximo êxtase em estar vivo.Sorriu abobado, feliz pela vida que lhe revelara ainda nesse instante. Abriu a porta e correu para o dia que nascera e chorou em frente a praça emocianado pelo cheiro puro do ar mesmo na poluição e ouvia cantar nítido e sonoro os pássaros em sinfonia, entre as buzinas, sirenes e gritos dentro da sua cabeça.
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