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sábado, 7 de junho de 2008

POBRE PERDIDA INOCÊNCIA

Se vislumbrasse minha vida, faria um catáloo de minha infância, afim de retornar ao tempo em que eu não saboa a diferença entre chorar triste ou alegre.
Achava que o caminho da confiança estava na forma como acariciavam meus cabelos e eu podia fazer as pessoas felizes com um sorriso e conquistar o mundo com um abraço.
Ainda pintaria o mundo com cores coloridas para tirar o cinza pálido do estresse, o gosto amargo da derrota mesmo quando ela não existe de fato. Refrescaria o mundo com minhas bolas de sabão.
Penduraria na parede, para que todos os dias eu dormisse um sono velado, tranquilo e sereno.
Não amarguraria as dores do mundo.
Mas, de que importa tudo isso se já sei que o tempo passou e passa e que graças a Deus eu posso voltar ao portal das minhas doces memórias e inventar um jeito de adaptar-me à minha velha infância, fazer a vida valer a pena por uma docinha sensação de inocência.

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