Perco à linha...
e devagar , as mãos trêmulas , olhar fixo
tento prender a ponta da linha na agulha.
Recomeço tear.
Perco à linha...
e devagar, pensamento longe, o relógio que vira
as pessoas a chegar, espero o próximo trem.
Realinho meu andar.
Perco à linha ...
e devagar, respiro, mantenho a postura
sufoco as palavras na boca flâmula.
Cabeça no lugar.
É, paciência.A maior das virtudes.
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