Ninguém critica, pois todo mundo tem o seu e o guarda e assim como você tem vergonha de mostrar ou dizer. Aos otimistas posso dizer que, esses pintam os seus como bonitinhos, mas todo mundo sabe que, bonitinho, é um feio arrumado. Por mais que floreiemos os nossos, ele continua lá, monstruoso e tão alheio a nós. Nesse escuro o alimentamos com todas as nossas fraquezas, lamentos, vazios, confusões e incertezas, todo sentimento que não nos alimenta, por ele é suposto que faz bem e nós o damos o que comer.
Ás vezes posso senti-lo por entre meu peito despedaçado, rancado o ar dos meus pulmões e quando eu lembro de respirar, dói.
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O nó na garganta, pensamento que não sai, é dificil deixar de ve-lo, pois sei quie ainda tenho muito pela frente.
Por trás dessa minha terminação o medo. O medo de entrar lá um pouquinho para vê-la e cair , cair na sua magnitude, no fundo do poço, se é que tem fundo.
Fico caindo, caindo e sentindo que não chego a lugar nenhum, mas ninguém poderá saber as razões pelas quais decidi ir, pois nem eu deveria estar lá.
A depressão depressa te envolver e te captura para um lugar desconhecido. É esse buraco onde todos escondem todos os seus medos, suas culpas, suas vergonhas, seus desgostos, e acima de tudo suas fraquezas. Mas é possivel escapar e sair desse labirinto sem volta, mesmo que o buraco se torne cada vez mais fundo.
Sozinho.
Incomodo.
Vazio.
O que eu sou?
Rei do meu universo, de ninguém. Mas do que perder a razão, e usá-la para coisas sem importância ou significado.
Depressa que tão curta é a vida!
Depressa que a vida passa.
Coração coisa que a razão não alcança.
Depressão terra de um.
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