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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ALTA

Se eu for pensar no fim.
Não quero.
Não por medo , talvez sim,
Me desespero.
Vou falar com quem?
Pra mim?
Sim!
Sempre foi assim.
Não terei mais seus passíveis gestos
olhando pra mim , sinceros
Sem dizer, sim ou não
entendendo cada questão
e sorrir comigo das bobagens minhas.
É loucura, sim, só pode ser
Eu nada saber , e você sim
tanto de mim.

Nem disfarcei,
talvez seja essa a magia
tanta coisa me ensinou de mim,
sem dizer só palavra
Sua escuta ativa,
ora passiva
me fez firme
no pensar, agir e sentir
do que tantas vezes recuei.

Eu quero que saiba, senhora
que olharei a cadeira vazia
t o do d i a, t o d a s e m a n a
na mesma HORA
e vou sentir no meu momento
ao meu encontro
que o vazio também ensina
ouvir tantas vezdes a si mesmo
tentar recuar
não posso, não dá
fugir desse encontro comigo
um invisível amigo
um invisível que era seu

Hora de dizer ADEUS!

À doutora,
A senhora donas das horas
em que eu saia do meu refúgio
Eu mesma que falava,
Eu mesma que ouvia,
Eu mesma que explicava.

As palavras que eu procurava
as respostas dentro de eu mesma
Você me deu tantas certezas
e eu só posso deixar
esse momento tão meu
pra você saber:
Não sei como oferecer
De forma tão impessoal
Como você foi especial
É.
É hora de dizer o que eu não sei se devo,
ou consigo,
Sem quebrar o código,
fica à deriva.

E s t o u !

2 comentários:

Unknown disse...

Michele, continui nesta estrada e boa sorte, Blanca Sofia

Yuri Kiddo disse...

Mi, foi uns textos antes que é perceptível sua melhora na escrita. Foi neste aqui que percebemos sua melhora de alma. E é com um abraço monstro que vou te dar que vou sentir tudo isso. =)