Quando pensamos. Em dizer.
Não dizemos. Erramos.
Traimo-nos porcos, infiéis de nós mesmos.
A culpa é de quem?
Corpos místicos, sem inspiração.
Amo, porque é inevitável e não digo.
Fujo dos olhos tristes e fartos de amar.
Fujo porque não sei a hora de me encontrar.
Não sei a hora que os seus são tão meus, quanto os meus.
Que são seus e não vês.
Não vês criatura, por trás dessa armadura
Tem alguém todo seu, toda sua.
Que pena por não pode dizer. Pena por não ser sincera. Por não ser criatura.
Só sua.
Quando sei que minha és, pelo menos em sonho.
Pelo menos na minha imaginação.
Lhe digo todas a juras e promessas infinitas.
Ditas com sinceridade.
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