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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Carol

Carol apareceu na minha vida quando eu queria e precisava mudar. Mudar porque estava me sentindo, sei lá, perdida, sonsa, vazia... Sem ter muito o que fazer. Ela é uma menina assim sútil, mas dessas pessoas que se revelam por olhares. E quando ela me olhou pensei: não há de ser pra mim, mas era. E foi assim que começou... Uns olhos, ora expressivos, ora só me olhando, como se estivesse analisando.



Analisando e pensando que como seria assim, se algo acontecesse, ou aonde andavam meus pensamentos naquele momento e se os nossos desejos seriam pares.

Eu lhe digo: moça linda! Ai como desejo esse corpo em "S", bailarina que me envolve. Ela me abraça e às vezes machuca, porque é muito desejo. Desejo eu, que você tenha as coisas mais lindas da vida, como o brilho que só os olhos dela tem, o mesmo, aquele em que comecei.


E ela me cheira e diz: que não há melhor cheiro como o meu, e entre um arrepio e outro... Eu te digo: que não é bem assim, porque o seu gosto é quente e delirante. E quaisquer que sejam os lábios que eu beijei, ai morena, os seus são puros deleites. Minha pequena.




Me faz girar e pensar em você, noites e madrugadas a dentro e na chance de não me apegar, por mais que você queira, às vezeas por maldade, às vezes porque eu fico solta no mundo, eu quero que você venha sempre brilhar... por mais que eu não pense em você todos os minutos, até por precaução, eu nem penso num futuro, agora que sinto seu cheiro, enquanto mordo uma maçã doce e suculenta. E digamos... enquanto for doce, delirante e felizes.

E ela vai vivendo pelo mundo, uma vida que é só dela e que quando se cruza com a minha, é um momento único no universo, um momento no universo, um momento, um universo, um...

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